6 de jan. de 2012

VIAGEM AO DESERTO DE ATACAMA 11º DIA 476 km






TOPO DA CORDILHEIRA



OLHA O MALA



TA FRIO!



MAIS UM CATARINENSE













GELO MESMO NO VERÃO







OLHA O MARIO PARECE TRAFICANTE DISTRIBUINDO COCA



DE UM LADO CHILE DO OUTRO ARGENTINA



OS GAUCHOS NA FRONTEIRA









DA NELE RÍPIO!









VIEMOS LA DE BAIXO!








REPRESA


















E SUBINDO E SUBINDO!
















ADUANA DE CHILE











Bem chegou o grande dia, dia em que subiríamos o paso aguas negras, acordamos cedo e aquela velha rotina se repetia, café, arrumar a bagagem ajeitar tudo na moto, lubrificar a corrente abastecer e pegar a estrada, estávamos ansiosos, o dia estava lindo e já na saída começamos a mascar as folhas de coca para combater o efeito da altitude.

Saímos de VICUNÃ por volta de 8:00 hrs e por mais 93 km era asfaltado margeando o rio do degelo e plantações dos dois lados da pista e bastante parreirais de uva.No término do asfalto chegamos a aduana chilena e após 00:15 minutos já estávamos com a documentação de saída do Chile em dia, batemos algumas fotos da fronteira e seguimos em frente, agora estávamos a 236 metros a cima do nível do mar, a estrada é rípio uma espécie de macadame só que com pedras roliças onde você fica deslizando de um lado para o outro continuamente.

Vinte kilometros adiante segue em uma sequência de curvas que também margeia o rio do degelo e logo começa a subir com curvas para a direita e para a esquerda, sempre alternando de um lado da montanha para o outro lado, confesso é alucinante, você sobe e só da aquela espiadinha para o lado avistando a estrada por onde passou a alguns minutos tudo isso la mais la em baixo, da arrepios, neste caminho somente avistamos um criador de cabras e isso já a uma altura de 2200 metros e a pergunta é: como vivem e como se alimentam essas cabras? sei la mas magras não estavam não, seguimos caminho serpenteando as montanhas e ao longo dos 3300 metros de altitude se avista uma represa bem em uma chapada, esta represa é artificial é resultado do degelo da cordilheira, serve para abastecimento da lavoura e da população la em baixo nas vilas e cidades, batemos fotos da represa e seguimos adiante, desta altitude em diante já é possível sentir os efeitos da altitude o cansaço e as tonturas já são mais frequentes e as paradas para se apreciar a paisagem e tirar fotos já ficam quase para traz.

Este trajeto em diante que é de 35oo metros até o topo requer mais atenção, a estrada é estreita, sinuosa e muito íngreme e durante o caminho passam camionetes e motos, não com muita frequência mais se avista bastante turista por la, principalmente brasileiros viajando quer seja de carro ou moto.

Ao chegarmos no topo a altitude era de quase 4900 metros e a simples açao de descer da moto já é um sacrifício total, eu sentia muita dor de cabeça náusea e falta de ar, era como meu parceiro MARIO dizia: meu medo era tanto que se eu tivesse que soltar gases acho que de grátis viria um molho junto.

La no topo nos deparamos com trez rapazes do RIO GRANDE DO SUL que juntos viajavam em uma carro e duas motos, eles estavam cruzando este paso e rumando sentido sul para a carretera austral, viagem esta que fiz a um ano a traz. ( a carretera austral no Chile é considerada a quarta estrada mais linda do mundo).

Trocamos algumas palavras e já de cara demos muitas rizadas com estas figuras, o motorista do carro parecia que estava bêbado, tamanho era o efeito da altitude sobre ele, é estranho como este efeito é diferente sobre cada organismo, no meu caso sinto muita dor de cabeça e náusea, uns sentem tanta falta de ar e passam mal, outros como era o caso deste gaúcho ficam tontos e andam como se estivessem bêbados, já tem ha sortudos que não sentem absolutamente nada.

Demos a eles um pouco de nossas folhas de coca nos despedimos e seguimos adiante e agora é descer. Logo na descida começou a nevar e já mudou um pouco a paisagem. A descida do lado argentino não é Tao brusca como a subida no Chile, pois deste lado você desce de 4900 metros para 2200 metros até a aduana na Argentina em 145 km e permanece nesta altitude por mais umas centenas de kilometros, já a nossa subida foi um pancadão, subimos de 236 metros a 4900 metros em apenas 92 km, dando uma média de 49 metros de altura por km rodado então se você for passar por esta fronteira sentido Argentina para o Chile não sentirá muito o efeito da altitude porque você já virá se aclimatando desde SAN JUAN que fica a 400km distante, mas já no sentido oposto o efeito será maior devido a subida muito íngreme em poucos kilometros.

A estrada no lado Argentino também é pior, há muita construção de pontes, desvio de rios devido ao túnel que estão construindo nesta parte da cordilheira e este foi um dos grandes motivos de querermos passar logo por ali, quando este túnel estiver pronto a estrada que passa por cima talvez seja desativada devido ao seu custo de manutenção. Ao longo da subida também avistávamos muitas maquinas em estacionamentos feitos encravados na montanha. Chegamos na aduana Argentina as 16:15 hrs ( esta só funciona das 07:oo até as 17:00 hrs, então tem que haver um bom planejamento para não ficar preso por mais um dia por ali) demos entrada novamente na Argentina e seguimos adiante para SAN JOSE DE JÁCHAL para abastecer e seguir ate SAN JUAN, mas não havia gasolina por ali, então como tínhamos gasolina reserva seguimos viagem em um ritmo mais lento, ritmo este que não poderia ser superado mesmo se estivesse com o tanque cheio, a estrada agora ja asfaltada é estreita e segue por uma sequencia de curvas margeando paredoes de pedra que mais parecem com uma pedreira desativada e la em baixo segue um rio multi colorido não sei porque.

Após 90 km seguimos a ruta 40 por um deserto com estepes e fomos surpreendidos por uma tempestade com fortes rajadas de vento, levamos um susto tamanha era a força do vento e da chuva e logo 20 km adiante novamente o sol no brindou com um final de tarde magnífico.

A 100km do nosso destino final as motocas entram na reserva e o meu gps indica que o próximo posto é somente 96km então eu sugiro ao MARIO em usarmos a reserva e enrolar o cabo do acelerador para chegar logo, como duas cabeças pensam melhor que uma o MARIO comentou que não adiantaria usar a reserva e sair como louco acelerando e chegar até a cidade e nao haver gasolina, a Argentina tem muito disso sempre tem falta de gasolina nos postos. Sábio foi este pensamento do MARIO, seguimos em um ritmo lento 80km/h e chegamos a SAN JUAN com as motocas já tossindo de sede, abastecemos em um posto e graças ali não faltava gasolina tomamos também trez quilmes em litro, muitos curiosos vinham olhar as motos pois achavam que éramos integrantes do rally dakar que por sinal passara ali a alguns dias. Fizemos neste dia nossa melhor media de consumo da viagem 476km com 21,2 litros de combustível, ou seja 22,45 km/l. Nos hospedamos em um hotel bem simples e que na garagem tinha um carro bem antigo que pertencia a dona do local, logo que nos hospedamos chegaram trez motociclistas também do RS neste mesmo hotel, nos pediram sobre o paso aguas negras pois estavam rumando para la no dia seguinte. Saímos para jantar curtimos o centro e voltamos para descansar este dia foi realmente muito cansativo mas valeu a pena cada metro percorrido.

km do dia 476 km.









































































































































































































































































































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