2 de jan de 2012

VIAGEM AO DESERTO DE ATACAMA 7º DIA 478 km


SALAR




AS NOSSAS POSSANTES...................................







E SOBE! E SOBE! E SOBE

VAI UMA FOLHA DE COCA AI?






atravessando o deserto


LHAMAS


SALAR







E MAIS FOLHA DE COCA


MARIO A ESQUERDA E O CASAL DE SP PINDALO E ANA A DIREITA
(jantar em SAN PEDRO DE ATACAMA)




CARNE DE LLHAMA COSTA DO LIPANSALINAS GRANDES

Confira o relato desta etapa da viagem a baixo...... Pegamos a estrada cedinho, após o café no hotel. Paramos no YPF da entrada da cidade para encher o galão de dez litros de reserva, pois a partir de agora na altitude a tendência da moto seria consumir mais combustível. Para resolver o problema seguimos a orientação buscada em fóruns especializados e com outros motociclistas experientes. Poucos quilómetros rodados e chegamos a Purmamarca, já avistando o Cerro de Siete Colores, sua maior atração, antes da entrada da cidade. Estávamos a 2600 m.s.n.m. e iniciamos a subida pela Cuesta de Lipán que vai serpenteando as montanhas até os 4170 m.s.n.m. em menos de 50 km de percurso.
É impressionante a engenharia destas estradas, vai-se subindo as montanhas em ziguezague, um cotovelo após o outro e quando achamos que é o topo, aparece mais uma etapa para ser vencida. Perdi a conta de quantas curvas fizemos, mas em compensação a vista é magnífica. Temos a impressão de poder tocar as nuvens, tamanha a proximidade em alguns pontos. O dia estava perfeito com sol e céu azul. Eu estava sofrendo um pouco pela altitude. Subimos muito bem, tanto nós como a moto, que não acreditei já termos alcançado o ponto mais alto tão tranquilamente. Nós usávamos as folhas de coca desde a saída de Tilcara, mesmo não sabendo se teríamos algum problema com a altitude, mas não queríamos arriscar. Deixar de curtir qualquer parte deste trajeto maravilhoso por uma dor de cabeça, nem pensar. Parada obrigatória para fotos e a compra de um artesanato em pedra que vendiam ali. Agora era chegada a hora de descer a montanha em caracoles e de longe já avistamos as salinas grandes, uma lagoa que secou e converteu-se numa enorme extensão salgada de mil e quinhentos quilómetros quadrados. Para onde se olha é um branco intenso, paisagem quebrada somente pela ruta que corta o local. Lá encontramos artistas que fazem maravilhosos trabalhos em sal, desde pequenos objetos de decoração até blocos maciços para a construção de casas. Trabalham usando uma máscara parecida com a nossa balaclava e com óculos escuros para se protegerem do vento, da salinidade e do sol. A superfície é tão compacta em alguns pontos que é possível andar de carro, moto sobre ela. Muito interessante. Seguimos viagem encantados com tudo que já tínhamos visto neste percurso e nem sabíamos ainda o que nos aguardava. A paisagem fica bastante desértica, mas muito bonita. Próximo a Susques novamente começamos a subir e mais alguns caracoles a vencer, pois avançamos na altitude, seguimos em ritmo de passeio, perfeito. A cidade é minúscula, tem uma energia muito boa com suas casas de adobe e sua avenida arborizada. Disseram que estava muito frio após o Passo de Jama e para tocarmos, pois o vento lateral à tardinha aumentaria muito. Como informaram que havia combustível no YPF do passo de Jama, seguimos ate la sem abastecer. Pouco mais de cem quilómetros, com um asfalto muito bom chegamos à fronteira. Os trâmites foram rápidos apesar de bastante movimento de pessoas entrando ou saindo da Argentina. Tomamos um chá de coca e a estrada já nos chamava para entrarmos no Chile. Rodamos alguns metros e parada obrigatória para a foto na divisa dos dois países. Obrigada Argentina por nos tratar tão bem. Chile o que nos espera? Mais cento e sessenta quilómetros até San Pedro e uma paisagem de cair o queixo. A vegetação com uma cor dourada num contraste com o céu azul magnífico. Formações rochosas muito interessantes, uma pista bastante sinuosa e novamente subimos e descemos. E o frio que nosso amigo motociclista comentara já se fazia presente. Um frio bastante intenso, mas resolvemos seguir viagem sem colocar as roupas térmicas até onde suportássemos. Um tapete o asfalto chileno. Seguimos nos encantando com o que a natureza nos apresentava a cada curva: guanacos, flamingos e outros mais. De repente as curvas ficam para trás e a estrada segue em linha reta e a nossa direita vai se desenhando um pico, será um vulcão? Vamos nos aproximando e realmente é o vulcão Licancabur com seus 5916m de altitude, porém sem um vestígio de neve em seu cume. Nem por isto menos imponente e majestoso. Mais alguns quilômetros e com uma temperatura mais agradável, estávamos chegando à aduana em San Pedro de Atacama. Trâmites razoavelmente rápidos, avaliando que havia dois funcionário para fazer a imigração. Conhecemos também na aduana quatro pessoas da cidade de PETRÓPOLIS RJ que viajavam em um peugeot 307 e duas motos uma tenere 250 e uma xt225, se tratava do LOURENÇO a ANITA, MARCELO e o PEDRO, trocamos conversa, figuras e eis que surge também na aduana o casal PINDALO E ANA, aguardamos o casal legalizar sua entrada e seguimos todos juntos a SAN PEDRO DE ATACAMA. Que ansiedade para entrar na cidade. Devagar vamos desvendando um pouco de seu encanto. Vamos para a rua principal a procura de hospedagem, há muita opção na cidade, mas várias estavam lotadas. Passamos numas quatro e achamos uma ótima opção, e bom preço. Os preços da cidade estavam bastante inflacionados devido à grande procura de turistas europeus. Instalamo-nos e saímos para conhecer um pouco a cidade e comemorar a bela viagem do dia com um belíssimo jantar e uma cerveja, com o simpático casal de MAUA SP, PINDALO E ANA que estavam seguindo em diraçao ao PERÚ. No retorno ao hotel ainda contratamos o passeio aos Geiseres del Tatio para a madrugada seguinte, encontrei também com um colega da minha cidade TARCISIO CESTARI que viajava com sua esposa e filhos. Dia e viagem perfeitos.
km do dia 478km




























































































































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