13 de jan de 2014

13º dia – Sobrevoando as linhas de Nasca

Nosso vôo sairia às 7 horas da manhã. Deixamos o hotel sem café às 6:30h, para sermos os primeiros a voar numa manhã que deveria ser ensolarada. Mas não foi bem assim, chegando ao aeroporto, uma forte névoa cobria a região, o que impedia que as decolagens acontecessem conforme planejado.
Ficamos aguardando a neblina dissipar até às 9:30h e, para matar o tempo, fomos tomar um café na cafeteria do próprio aeroporto, onde fizemos amigos e ouvimos histórias de Nasca, assistindo também um documentário da National Geographic sobre as descobertas de geólogos e historiadores, que continuam a trabalhar para decifrar os enigmas das linhas, pois quando avistamos os desenhos perfeitos a uma altura de 2.500 metros, ficamos nos perguntando como seria possível criar estes geoglifos de tais proporções que variam de 38 a 400 metros, todos feitos do chão, numa época onde teoricamente, não haviam instrumentos ou formas de visualizar o resultado do trabalho do alto. Além dos desenhos, é possível entender que o povo de Nasca tinha conhecimento de astrologia, pois as linhas representam o céu da região naquela época, além de animais e “seres” que viviam na região, como colibris, macacos, baleias, garças e até um astronauta. Astronauta? Por incrível que pareça, até um astronauta faz parte dos desenhos de Nasca. Não é à toa que muitas pessoas acham que aquele povo pode ter recebido ajuda de extraterrestres, ou que queriam se comunicar com outras formas de vida, ou até outros deuses.
Resumindo, a experiência do vôo sobre as linhas de Nasca foi fascinante e, portanto, recomendamos a todos que realizem esta experiência única e imperdível.
Depois do vôo, pegamos as coisas e partimos para Abancay, subindo uma serra linda, que aos poucos foi se tornando num grande desafio, porque partimos de 60 metros de altura para 4.300 metros em apenas 70 km. De um calor infernal, chegamos em uma região muito fria e com uma chuva fina que nos forçou a parar e colocar as roupas de frio e impermeáveis.
A partir do topo da serra, a coisa piorou e pegamos uma neblina muito forte, sendo que mesmo andando juntos, um não conseguia ver a moto do outro, muito menos seguir viagem com segurança, porque as curvas eram fechadas e muitas vezes éramos surpreendidos por caminhões que vinham fechando na curva, fazendo com que freássemos para deixa-los passar enquanto não jogávamos para o acostamento, porque não era possível ver se existia acostamento. Pilotamos 174 km nesta condição e resolvemos parar na cidade de Piquio às 17h, que mais parecia 10 da noite, de tão escuro, chuvoso e frio que estava.
Encontramos uma pousada simples, mas com o melhor chuveiro quente de toda a viagem. Sob chuva fomos a um restaurante que não tinha boa apresentação, mas naquela situação era pegar ou largar. Pedimos um prato básico, de truta com batatas fritas, arroz e salada. Fomos surpreendidos por uma prato saboroso, com uma truta inteira e gigante à nossa frente.
Depois do jantar, voltamos à pousada para recuperar as energias e seguir a Cusco no dia seguinte, querendo ver a paisagem limpa que a neblina havia nos tirado neste dia.



































































































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