13 de jan de 2014

14º dia – Saindo de Puquio, passando por Abancay para Cusco

Acordamos cedo, às 6 da manhã, com aquele sentimento de tempo perdido, porque no dia anterior, percorremos apenas 170 km, sob forte neblina, o que nos fez parar em Puquio e segurar as pontas para que a viagem não virasse um desastre.
Ao pegar a estrada, numa manhã de sol e um tempo firme, percebemos a beleza da serra e imaginamos o que passamos no dia anterior, tirando fino de precipícios, sem ao menos ver a linha que dividia a pista do acostamento.
Então tudo ficou claro e concluímos que fizemos a coisa certa, parar a viagem para seguir no outro dia com segurança. E não foi preciso mais que 100 km para descobrirmos que se tivéssemos continuado a viagem sob neblina, a situação só iria piorar, porque chegamos ao topo da serra com 4.500 metros de altitude e deparamos com o resultado de uma tempestade de neve, que aconteceu na noite anterior. Ou seja, escapamos do pior, porque fomos conscientes em parar na hora certa e só seguir com segurança.
Como tínhamos saído sem café de Puquio, no topo da serra também encontramos um restaurante muito simples, com vários caminhões estacionados. Logo pensamos – nosso café da manhã!! Aquela vontade de um pãozinho com café quente, para começar bem o dia!
Quando entramos no restaurante, que mais parecia um pub inglês, com gente gritando e o garçom correndo de mesa em mesa, enquanto tocavam músicas peruanas, servindo os fregueses que pediam não café com pão, mas pratos elaborados como sopa de galinha, ensopado de cordeiro, truta com arroz batata e salada, além de outras iguarias que não conseguimos identificar.
Puxa, era apenas 7:30 da manhã! E aqueles senhores motoristas, comendo ensopado de cordeiro no café da manhã! Mas como viajar é experimentar de tudo, entramos na onda e pedimos nossa sopa de galinha, que veio com um belo pedaço de peito de frango acompanhado de ovo cozido e macarrão. Era uma sopa gigante, quente e deliciosa! Foi o estopim para um dia de surpresas e muita energia.
Após o café seguimos viagem, buzinando para os motoristas que já haviam passado por lá, de barriga cheia depois do belo café, digo, almoço matinal.
Encontramos na estrada desde lhamas, alpacas, vicunhas, até picos nevados, lagos formados pelo degelo e paisagens de tirar o fôlego, assim como uma linda estrada com neve por todos os lados.
Seguimos a Abancay, descendo de 4.500 para 2.300 metros de altitude, encontrando um clima mais agradável, que nos fez trocar de roupa, abastecer e tomar um refrescante suco de chicha morada, feito de maiz (milho), numa cor azulada que mais parece um suco de vinho. Não gostamos muito do sabor, mas matou a sede e repôs algumas energias.
Apenas 20km depois, passamos frio! Dos 2.300 pulamos para 4.600 metros de altitude, avistando a cidade de Abancay que deixamos para trás, lá em baixo, no fundo do vale, com uma vista sensacional, que nos fez parar para tirar muitas fotos, tocando as nuvens com as mãos.
Dalí em diante, foram descidas, subidas e muitas curvas, dentro de um canion onde corria um riacho com forte correnteza, que nos acompanhou por cerca de 70 km.
No final do dia, chegamos a Cusco, parando na Plaza de Armas e encontrando uma senhora que nos apresentou um hotel, que coincidentemente, foi o mesmo que nossos amigos do MCGONROAD ficaram há dois anos, quando visitaram Cusco e Machu Picchu.
E este era o nosso grande desafio, mais um dos 9 destinos, ir até Machu Picchu, mas antes visitar o Vale Sagrado, com as ruínas de Pisaq, Urubamba e Ollantaytambo.
Contratamos um tour que unia os dois objetivos em dois dias, saindo para o Vale Sagrado e nos deixando em Ollantaytambo para o trem que nos levaria à Aguas Calientes, aos pés das montanhas onde está o complexo de ruínas de Machu Picchu.


















































































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