25 de jan de 2014

21º DIA

Saímos de La PAZ  com destino a Arica no Chile, teríamos que passar por duas dificuldades, a de abastecimento com combustível e a aduana, pois fazer a entrada no Chile no PASO CHUNGARÁ  EM  TAMBO QUEMADO  é muito complicado, devido a altitude e ao grande fluxo de caminhões que transitam nesta fronteira, como a Bolívia está isolada e não tem acesso ao mar, toda a produção de exportação passa por esta fronteira levando mercadorias a portos no Chile nas cidades de Arica e Iquique.
Sair de La Paz é como entrar, caos no transito, mais uma vez levamos mais de uma hora só para sair e fazer míseros 20 km até chegar na ruta 11, estrada que nos levará até a fronteira, por sorte conseguimos abastecer as motos na cidade antes de sair, o preço da gasolina na Bolívia esta 3,45 bolivianos por litro para bolivianos, estrangeiros pagam um valor diferenciado 8,93 bolivianos por litro, e não é todo posto que vende gasolina para estrangeiro e este é o problema, encher galão reserva também não é possível.
Rodamos até a fronteira com o que tínhamos no tanque, chegamos bem , fomos abordados no caminho por policiais, pediram os documentos e licença para transitar no país e 183 km já  estávamos na fronteira, por sorte  nossa tem um posto de gasolina que vende gasolina para estrangeiro, gastamos as nossas moedas que sobraram e enchemos novamente o tanque, a chegada até o Chile já estava garantida agora.
Na fronteira uma enorme fila de caminhões aguardava para fazer a vistoria de carga, pensamos que levaria uma eternidade ao ver tamanha fila, mas por sorte nos indicaram a seguir adiante por mais 15 km e fazer a saída da Bolívia e entrada no Chile em um complexo um pouco confuso, cada aduana tem sua particularidade, e esta era uma verdadeira confusão.
Feitos os tramites aduaneiros seguimos em direção ao pacífico, avistamos na fronteira um enorme lago, o lago Chungará e o vulcão GUALLATIRI E OS PICOS NEVADOS DE SAJAMA,  isso tudo fica em uma reserva nacional, tudo muito lindo, mas confesso que já não estava mais me sentindo bem, estávamos a mais de dez dias acima de 3.800 metros e a sensação é muito ruim, cansaço e falta de ar, até meu intestino estava preguiçoso.
Pilotamos por cerca de 20 km e fomos surpreendidos por uma tempestade de neve  e  granizo, isso bem no topo da cordilheira e um frio de fazer o gaúcho rangir os dentes,  a  pista virou um verdadeiro sabão, o perigo era grande, a moto escorregava  a qualquer movimento em falso, freio, nem pensar, era chão na certa. Passamos ilesos e logo mais adiante cerca de uns 30 km começamos a descer a cordilheira e a estrada foi mudando a cada curva, saindo de uma pista escorregadia e molhada  com um clima frio, para uma pista seca, paisagens de deserto e a cada quilômetro que se desce mais agradável era a temperatura,  para nosso conforto veio em um ótimo momento, eu já não sentia as minhas mãos.
Descemos por 53 km desde a fronteira e já estávamos a uma altitude de 1820 metros ou seja uma pancada de descida, até parece que fomos teletransportados.
Chegamos a Arica as 20:45 e a distância percorrida neste dia foi de 523 km, estar ao nível do mar é maravilhoso.

 Arica é uma cidade as margens do pacífico e é uma cidade portuária, mas é muito linda, tem uma praça central que é um charme, ali jantamos e terminamos nosso dia.


trânsito caótico
















 VULCÃO  GUALLATIRI





 DESCENDO PARA O PACÍFICO



 Estrada com caminhões la em baixo



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